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sábado, julho 09, 2011

terça-feira, abril 19, 2011

quarta-feira, dezembro 29, 2010

International Heroe of 2010 - Chris Colfer


Quem ainda se lembra da audição de Kurt para o então recém-criado 'New Directions'? Estranha, mas com algo de genial, certo?
Aquele que parecia ao início ser um gay excêntrico e instável, tem evoluído para uma personagem adorável. Nunca como na 2ª temporada de 'glee' Chris Colfer se destacou, tanto do ponto de vista da representação, como da música. E do romance.
Aliás, tal é a qualidade, que recebeu uma nomeação para os 'Golden Globes', com muitas hipóteses de vir a ganhar.
Ok, a sua personagem é praticamente um ícone, mas a surpresa maior foi quando o actor de 20 anos foi honesto consigo e com o mundo e revelou ser homossexual, mostrando uma maturidade excepcional ao partilhar as suas experiências com o fenómeno de bullying, também numa tentativa de dissuadir jovens, por todo o mundo, de terminarem a sua vida, tal é o sofrimento (onde estás Harvey Milk), algo que este ano em particular tomou proporções inéditas.
Esperamos mais no futuro de Chris, e Kurt, mas este ano, ele foi o nosso ídolo.

sábado, dezembro 25, 2010

Portuguese Heroe of 2010 - Paulo Côrte-Real e ILGA Portugal


Se o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um realidade em Portugal, é, em grande parte, graças aos esforços incansáveis , e muitas vezes inglórios, da ILGA Portugal, em particular, do seu presidente, Paulo Côrte-Real.
São consistentemente o motor das iniciativas relacionadas com os direitos LGBT, mas passam despercebidos, muitas vezes infelizmente. Aliás, lembremo-nos de 'Prós e Contras', em que Paulo Côrte-Real não teve o direito de estar na mesa de debate (embora tenha tido a possibilidade de participar e arrumar uns quantos argumentos imbecis a um canto).
Com uma calma invulgar, talvez a sua particularidade mais relevante seja a clareza de exposição de informação, de opinião.
Da nossa parte, obrigado.

segunda-feira, maio 17, 2010

Quem diria que o maior sapo que Cavaco ia engolir..

..era gay ? Lol. Pronto, custou mas já está. Parabéns a nós, a Portugal!


domingo, março 14, 2010

enCavacado

Cavaco enviou, sem grandes (ou pequenas) explicações, praticamente todo o diploma que estende a igualdade de acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo, aprovado pela maioria do Parlamento a 8 de Janeiro deste ano, ao Tribunal Constitucional (TC). Devo dizer que, apesar de não considerar uma surpresa, acho esta manobra uma demonstração de profunda ignorância e desrespeito.

1) O contexto: um assunto que antes não era prioritário, ou sequer merecedor de discussão pública ou acção política ou social, já serve para tomar o tempo dos juízes do TC? Se há lado positivo nisto, que seja a importância afinal do assunto, indirectamente assumida.

2) O silêncio: depois de justa e severamente criticado pela sua inércia política e ausência de noção de timing, nem uma explicação que justifique a sua acção?

3) O objectivo: se está revoltado ou vencido pela sociedade e o Parlamento, porque não utilizou o seu legítimo veto político? (embora ainda o possa vir a utilizar, mesmo após a aprovação do TC). Quer queimar tempo? Achará que vai conseguir influenciar a eventual decisão do TC? Tenta esgotar a sua última oportunidade de inviabilização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, já que o veto apenas faria devolver o diploma ao Parlamento e novamente aprovado?

4) A ignorância: afinal, tanto acessor e ninguém lhe disse qual a decisão do TC em Agosto do ano passado, que claramente expressou a não-inconstitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, rementendo a decisão para o Parlamento, que entretanto a aprovou por maioria já este ano?

5) O resultado: tempo perdido e descredibilidade de Cavaco. Por um lado, até politicamente cobarde, não vetou quando podia; ignorante e subrepticiamente envia o diploma para o TC, sem qualquer fundamento.. Mais uma manobra vergonhosa de um Cavaco desactualizado, medíocre, desgastado e senil. Só não vê que não quer..

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Com uma lágrima no canto do olho...


... assisti, com imensa felicidade e, como em muito tempo não sentia pelo meu país, tremendo orgulho. Parabéns a nós, estamos quase lá.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Betrayer of the Cause 2009 - Perez Hilton


Aquele que se auto-intitula "queen of media", autor de um blog popular, apesar de bastante actualizado, passeia entre o infantil e o ofensivo. Mas, blogs à parte, nos bastidores de um evento Perez Hilton envolveu-se numa briga com o rapper will.i.am, e entre muita confusão e punhos em riste, eis que Perez, para ofender o mencionado músico, chama-o de "faggot". Seguiram-se dias de crítica, surpresa e exigências de pedidos de desculpas. O que se sucedeu foi não menos vergonhoso, permanecendo o consenso de que para além das muitas características lamentáveis de Perez, porventura a mais grave, seria agora a de hipócrita.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Portuguese Heroe of 2009 - Miguel Vale de Almeida

O ano de 2009 foi um ano mirabillis para Miguel Vale de Almeida, e de certa maneira, para toda a comunidade LGBT. Tornou-se no primeiro deputado português assumidamente homossexual, no dia 27 de Setembro deste ano (nas eleições legislativas, em que venceu o Partido Socialista, do qual fazia parte da lista, enquanto independente). Ainda antes desta notoriedade política (embora fosse figura embrionária do Bloco de Esquerda), no início deste ano participou em vários debates, conferências e programas televisivos (notavelmente no Prós & Contras, na RTP1), mantendo um registo sério e coerente. Mais tarde viria a ser um dos muitos subscritores inaugurais do MPI e um dos seus principais defensores. Participa em vários blogs, sendo o autor do blog de referência Os Tempos Que Correm, desde 2003. Em Setembro de 2009, o blog político Aparelho de Estado afirmou que «A 6 de Setembro, na Convenção Nacional do PS, Miguel Vale de Almeida, sem papéis e sem teleponto, explicou por que motivo o casamento entre pessoas do mesmo sexo é o caminho justo. Nunca uma causa boa esteve em tão boas mãos», o vídeo segue:


Seria já em 2010, a 8 de Janeiro, que o acesso ao casamento civil se tornou finalmente livre e democrático para todos os cidadãos portugueses, tendo sido aprovado o projecto do PS com 125 votos a favor e 99 contra. Os primeiros casamentos deverão realizar-se por Abril de 2010.

sábado, novembro 21, 2009

10 Questões e Respostas sobre o Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo

#1 "Quais são os objectivos dos cidadãos que defendem o acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo?"

- Do ponto de vista estritamente jurídico, a Constituição Portuguesa (artigo 13º) é muito clara quando não permite discriminações com base na orientação sexual. No entanto, existe na própria lei (Código Civil) uma contradição no que se refere ao acesso ao casamento civil. Então, estamos perante uma situação gritante em que há precisamente uma limitação ao nível da orientação sexual, em colisão, portanto, com os princípios básicos e universais dos cidadãos portugueses. Trata-se inequivocamente de homofobia legitimada, uma vez que não existe nenhuma razão lógica, plausível, moral ou histórica para que duas pessoas adultas, responsáveis e do mesmo sexo não possam aceder ao casamento civil. Do ponto de vista social, muita argumentação poderia ser invocada, mas, no essencial, está a luta contra a homofobia, particularmente preocupante quando está legitimada no Código Civil, sendo que é claro que todos os cidadão são iguais perante a lei, à excepção no acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo. Procura-se dignificar (juridica e socialmente) relações que contribuem para a sociedade portuguesa, como qualquer outra, sendo então exigível os mesmo direitos, bem como os mesmos deveres.

#2 "E os opositores, que argumentam?"

- Ninguém percebe muito bem.. Alegam que a "instituição" do casamento deve permanecer imutável, o que, naturalmente, não significa que não alterar seja a opção mais justa ou a melhor. Veja-se, o que penso ser do conhecimento de todos, que ao longo dos tempos o casamento foi alterado de maneira a permitir a igualdade dos cidadãos ao seu acesso, sendo o exemplo paradigmático, os casamentos inter-raciais ou até a possibilidade de divórcio. Abaixo serão rebatidos outros argumentos, para esclarecimento e informação de quem quer, de boa fé, participar na discussão.

#3 "Permitir o acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo significa o fim da civilização?"

- Obviamente que não. Os homossexuais não vão "roubar" heterossexuais aos respectivos casamentos. É um argumento algo ridículo e de (falsa) ignorância com claras intenções de inflamar e deturpar a opinião pública. Aliás, repito, em nada o acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo retira algo à sociedade (à excepção da homofobia legitimada). Antes, pelo contrário, acrescenta pluralidade, pedagogia, igualdade e exemplo para a evolução das mentalidades em todo o mundo.

#4 "Trata-se de uma medida prioritária?"

- Quando falamos de direitos civis, dignidade e igualdade e luta contra a homofobia, estamos num nível prioritário, porque as pessoas LGBT são em número considerável (e mesmo que não fossem, mas realmente são) e vêem constantemente os seus direitos fundamentais adiados. Os amplos debates público e político, mediatização e movimentos sociais têm demonstrado a sua importância e necessidade, bem como a naturalidade das suas consequências benéficas para a sociedade portuguesa em particular e para o mundo em geral.

#5 "E um casamento alternativo ou paralelo, com outro nome?"

- Naturalmente, não há alternativa, pois não há cidadãos alternativos. Ou de facto se reconhece o direito dos cidadãos LGBT no acesso ao casamento civil, na sua plenitude de direitos e deveres, no mesmo pé de igualdade dos heterossexuais, ou estaremos a mascarar a questão essencial da igualdade de circunstância e entra-se na perpetuação da homofobia, mesmo que de forma semanticamente atenuada.

#6 "O acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo acabará com a homofobia?"

- Sim e não, isto é, infelizmente a homofobia encontra-se enraizada na sociedade e não será apenas esta alteração que acabará com ela, no entanto, seria um importantíssimo contributo para o avanço contra a homofobia legitimada, existindo o não reconhecimento legal de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

#7 "E os casamentos incestuosos ou polígamos?"

-É uma argumento de distracção, sem nexo e demonstrativo da falta de argumentos e seriedade na discussão de um tema desta importância. A discussão central, e única, é perceber por que duas pessoas do mesmo sexo, adultas e responsáveis, não podem aceder ao casamento civil, segundo a lei portuguesa (e ao contrário do que se encontra expresso na Constituição). Naturalmente, quem quiser defender publicamente os casamentos incestuosos ou polígamos utilize a argumentação que bem entender para esse efeito, mas noutro debate, e não venha apenas lançar a confusão onde ela não existe.

#8 "O referendo deve ser realizado?"

- Não, não tem sentido. Seria necessário (aliás, aconselhável) se, eventualmente, a nova legislação retirasse direitos aos demais . Não é, obviamente, o caso. Trata-se de fazer cumprir a Constituição, num panorama judicial, e acabar com um dos últimos redutos legais da homofobia e reconhecer aos cidadãos LGBT o direito de aceder o casamento civil como demonstração pública do seu amor e dispor dos direitos e deveres que o acompanham, algo da maior relevância social.


#9
"Qual é a situação política actual referente ao acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo?"

- A iniciativa surgiu, de forma independente de partidos políticos, por associações LGBT. Na anterior legislatura foi chumbado na Assembleia da República o projecto de lei do Bloco de Esquerda (BE), a primeira tentativa política neste âmbito. Novamente, no programa do BE e, pela primeira vez, no programa eleitoral do Partido Socialista (PS) consta explicitamente a vontade elevar o patamar dos direitos civis a todos os cidadãos no igual acesso ao casamento. Os restantes partidos têm posições ambíguas e pouco explícitas. O PS venceu as eleições e está a redigir um projecto de lei, como foi comunicado pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, no Parlamento. Espera-se que nos próximos 6 meses seja tornado público e se siga a sua votação, e se concretize, finalmente e como nunca antes, a eliminação de uma das maiores discriminações legitimadas no nosso país.


#10
"A adopção de crianças por casais do mesmo sexo será uma realidade?"

-Idealmente, sim, necessariamente, não. Não existe nenhuma razão à partida que faça os casais do mesmo sexo menos habilitados para educar e amar uma criança, até porque um homossexual solteiro pode, actualmente, adoptar uma criança. No entanto, os contornos e pormenores são discutíveis num nível em separado do acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo. Se for uma realidade inerente ao casamento (embora tenha sido demonstrado que não o é), não existe nada contra, aliás, deverá ser dado todo o apoio e respeito, pois uma família disponível e motivada para adoptar é o melhor que pode acontecer a uma criança que nada ou ninguém tem na vida.


(Nota: este post corresponde à minha visão pessoal, que penso, e espero, que vá de encontro às ideias manifestadas publicamente pelos defensores do acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo)

sábado, outubro 03, 2009

"The High Price of Being a Gay Couple"

O excelente e exaustivo estudo/simulação do The New York Times colocou a questão "quais seriam os encargos financeiros dum casal homossexual com dois filhos". Apesar da resposta parecer simples, revelou-se algo bastante complexo, uma vez necessário ter em conta os encargos adicionais, sendo que os benefícios fiscais, seguros, etc., estão livremente acessiveis a qualquer casal heterossexual. Retiro a grande conclusão, que é apenas mais um dos incontáveis argumentos a favor da urgente legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo:


«Nearly all the extra costs that gay couples face would be erased if the federal government legalized same-sex marriage»


quarta-feira, setembro 30, 2009

Era uma vez um Presidente da República

Ficará para a história como um lastimável exemplo de como uma explicação necessariamente urgente surgiu tardia e, mesmo quando se esperava o esclarecimento, se conseguiu semear a confusão e tensão num país que merecia mais e melhor.

É surpreendentemente irresponsável, para além de toda a compreensão. Tenho apenas a lamentar o incidente e, já que da cadeira do poder não sairá, ao menos que o país não caia no erro de o re-eleger.

terça-feira, junho 30, 2009

1 mês de MPI = 7.477 assinaturas

Foi há praticamente 1 mês o arranque do MPI, e já contamos com: 7. 477 subscritores! Vá, podemos chegar muito mais longe!

sexta-feira, junho 12, 2009

A propósito do "herói" instantâneo Paulo Rangel

Já prometeu voltar a Portugal para fazer campanha pela madrinha Manuela Ferreira Leite, aquele que, do dia para a noite (eleitoral, por sinal), se tornou o "menino de ouro" do PSD. Aquele que é/foi um líder parlamentar nulo e que passou francamente despercebido, goza agora de fama mediática. Pedro Adão e Silva relembra-nos no seu blog as "qualidades" de Paulo Rangel:

Não sei se estão recordados do episódio não muito distante no qual Paulo Rangel se insurgia contra o facto do primeiro-ministro não querer debates quinzenais durante a campanha para as europeias. Curiosamente, a decisão havia sido tomada em conferência de líderes e por unanimidade. O que faz todo o sentido, aliás, tendo em conta que estava a decorrer uma campanha eleitoral, provavelmente nem deveriam existir sessões plenárias. Pois, para o que importa, o Dr. Rangel é líder de um grupo parlamentar e o seu grupo parlamentar havia concordado com a decisão que, passado uns dias, daria o direito ao Dr. Rangel de se indignar. Ontem voltou à carga. A propósito da lamentável lei do financiamento partidário, que em boa hora o Presidente vetou, o Dr. Rangel vem agora dizer que, no fundo, sempre foi contra a lei em questão - “O PSD nunca pretendeu que estas alterações que motivaram o veto do senhor Presidente da República fossem avante”. Elucidativo, votou a favor, mas era contra. Durante algum tempo, quando ouvia o Dr. Rangel, ficava sempre com uma dúvida: como é que tinha feito parte do Governo de Santana Lopes? Começa a perceber-se melhor e há uma coisa que fica claro: estamos perante alguém que vai longe. Não tenham dúvidas.

Tirado do Léxico Familiar, via jugular.

quinta-feira, junho 11, 2009

Regulamentação do tabaco chega aos EUA

Há mais de 50 anos que houve a comprovação científica dos efeitos prejudiciais do tabaco e, pela primeira vez nos Estados Unidos da América, a FDA (U.S. Food and Drug Administration) passa a regulamentar as várias etapas da sua produção e comercialização. Um grande avanço contra o poderoso lobby do tabaco. Por exemplo, leia-se o conteúdo da seguinte citação (Wash. Post) e é fácil ter a noção da importância/necessidade desta medida:
The legislation would give broad new authority to the Food and Drug Administration to regulate the manufacturing and marketing of tobacco.

For the first time, the $89 billion tobacco industry would have to disclose the ingredients in its products. Under the new authority, the FDA could ban the most harmful of the estimated 6,000 chemicals used in cigarettes, cigars and other tobacco products. And it could reduce the amount of nicotine, perhaps to a point where tobacco is no longer addictive and smokers who want to quit can break free more easily. The legislation requires tobacco companies to expand the size of warning labels and include graphic images of the health effects of tobacco.

Dos habituais The New York Times e The Washington Post.

domingo, maio 31, 2009

http://www.igualdade.net/

Decorreu como previsto a cerimónia de início do Movimento Pela Igualdade (MpI) no acesso ao casamento civil.


O texto oficial foi lido pela dramática Fernanda Lapa, seguindo-se as intervenções de Isabel Moreira (que apesar de nervosa, apresentou um discurso brilhante), Ana Zanatti (num tom muito pessoal, citou o seu livro), Daniel Sampaio e Pedro Marques Lopes (carece de confirmação, não ouvi o nome, lol), como podem tentar ver pela foto, com um pedido de desculpas pela baixa qualidade.

Na audiência, entre imensas figuras públicas, estava Fernanda Câncio, Miguel Vale de Almeida, Paulo Côrte-Real, Ana Matos Pires e Daniel Oliveira.

A segunda parte constou de um debate livre e informal com propostas concretas e pontos de discussão. Foi fechado a jornalistas e, como tal, não me compete divulgar o conteúdo. Bastará dizer que existe muita gente (de todas as idades e profissões) com muita vontade de levar o Movimento para muito longe!

A minha contribuição começa agora. Eu já subscrevi e convido os meus blogs preferidos (e respectivos bloggers) a subscrever (aqui-> http://www.igualdade.net/) e divulgar o MpI:

Aequillibrium
o blog de un niño (2)
blog fo'da blind
central LGBT
DEMO G.M.R.D.S
Eu e as Minhas Crónicas
LusoBoy
New Impossible Prince
Rua dos Nomes
single>white/male
whynotnow
xavierInRealLife

A todos, obrigado. Abraço;)

Movimento Pela Igualdade




É apresentado, oficialmente, hoje (domingo, 31, às 16h, no Cinema S. Jorge, em Lisboa), o Movimento Pela Igualdade (MPI) no Acesso ao Casamento Civil.
O texto ja se encontra pela net há alguns dias e, entre os quase mil subscritores, estão as seguintes figuras públicas: Alexandra Lencastre, Alexandre Quintanilha, Ana Bola, Ana Catarina Mendes, Ana Drago, Ana Gomes, Ana Marques, Ana Salazar, Ana Sara Brito, Ana Vicente, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, Anália Torres, André Freire, António Avelãs, António Costa, António Marinho Pinto, António Pinto Ribeiro, Astrid Werdnig, Bárbara Bulhosa, Bernardo Sassetti, Boaventura de Sousa Santos, Bruno Nogueira, Carlos Fiolhais, Carlos Poiares, Catarina Furtado, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Dalila Carmo, Dalila Rodrigues, Daniel Oliveira, Daniel Sampaio, Daniela Ruah, David Fonseca, Delfim Sardo, Desidério Murcho, Diana Andringa, Diogo Infante, Duarte Cordeiro, Edite Estrela, Edgar Taborda Lopes, Eduarda Abbondanza, Eduardo Dâmaso, Eduardo Pitta, Eurico Reis, Fátima Bonifácio, Fátima Lopes, Fernanda Fragateiro, Fernanda Lapa, Fernando Alvim, Fernando Rosas, Fernando Pinto do Amaral, Francisco George, Francisco Teixeira da Mota, Gabriela Moita, Gonçalo M Tavares, Graça Morais, Guta Moura Guedes, Helena Pinto, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Heloísa Santos, Henrique de Barros, Herman José, Inês Castelo-Branco, Inês de Medeiros, Inês Pedrosa, Irene Pimentel, Isabel do Carmo, Isabel Mayer Moreira, Jamila Madeira, João Gil, João Luís Carrilho da Graça, João Salaviza, José Diogo Quintela, José João Zoio, José Luís Peixoto, José Manuel Pureza, José Maria Vieira Mendes, José Mário Branco, José Saramago, José Wallenstein, Julião Sarmento, Júlio Machado Vaz, Lena Aires, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Lígia Amâncio, Lili Caneças, Luís Capoulas Santos, Luís Eloy, Luís Fazenda, Luís Filipe Costa, Luís Miguel Viana, Luís Osório, Mafalda Ivo Cruz, Manuel Graça Dias, Manuel Hermida, Marco Delgado, Margarida Gaspar de Matos, Margarida Vila-Nova, Maria João Luís, Maria João Seixas, Maria Isabel Barreno, Maria Rueff, Maria Velho da Costa, Marta Crawford, Marta Rebelo, Merche Romero, Miguel Lobo Antunes, Miguel Portas, Miguel Sousa Tavares, Miguel Vale de Almeida, Nuno Artur Silva, Nuno Costa Santos, Nuno Galopim, Nuno Lopes, Nuno Markl, Odete Santos, Patrícia Vasconcelos, Paula Lobo Antunes, Paula Neves, Paulo Baldaia, Paulo Pena, Paulo Pires, Paulo Trezentos, Pedro Calapez, Pedro Marques Lopes, Pedro Nuno Santos, Pêpê Rapazote, Piet Hein Bakker, Ricardo Araújo Pereira, Ricardo Pais, Richard Zimler, Rosa Mota, Rui Cardoso Martins, Rui Pena Pires, Rui Reininho, Rui Rangel, Rui Tavares, Rui Zink, Sérgio Godinho, Sérgio Trefaut, Solange F., Sofia Aparício, Soraia Chaves, Teresa Beleza, Teresa Guilherme, Vasco Rato, Vera Mantero, Vital Moreira, Wanda Stuart, Xana e Zé Pedro.
O texto (tirado de Os Tempos Que Correm)
«MOVIMENTO PELA IGUALDADE no acesso ao casamento civil
A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.

Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.

O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.»
Fontes: